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Modelos matemáticos podem melhorar a eficiência e qualidade dos cuidados de saúde

postado em 18 de dez de 2012 03:28 por João Flávio de Freitas Almeida   [ 7 de jul de 2015 06:03 atualizado‎(s)‎ ]
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Organizações de saúde enfrentam enormes desafios durante os próximos anos: o aumento de custos constantes tem que ser interrompido, ao mesmo tempo, pacientes se tornam mais exigentes e hospitais lidam com muitas mortes evitáveis ​​a cada ano. Melhorar a eficiência e qualidade dos cuidados simultaneamente parece ser uma contradição em termos. No entanto Kortbeek mostra em sua tese, ao longo de uma série de estudos de caso, que isso é absolutamente factível. A chave é o desenvolvimento e aplicação de modelos matemáticos.

Incerto X Imprevisível

Parece plausível que uma ala de enfermagem não pode ser preparada para todos os cenários possíveis: o número de pacientes que chegam durante um determinado dia é desconhecido, alguns se recuperam mais rapidamente que outros, e podem ocorrer complicações. “Mas isso não significa que é impossível planejar com antecedência: Variabilidade não é o mesmo que a imprevisibilidade. Este é o objetivo de nossa pesquisa de campo, usamos de Pesquisa Operacional estocástica, para ajudar os tomadores de decisão a tomar as melhores decisões possíveis no ambiente complexo de incerteza.”

Politicamente Correto

Os modelos matemáticos também facilitam os processos de decisão em hospitais, afirma Kortbeek. Como os ambientes de saúde são muitas vezes “politicamente carregados”, experimentar uma nova abordagem na prática de imediato é uma estratégia de alto risco. Modelos matemáticos têm um valor quantitativo de previsão. Isso faz com que os profissionais de saúde mais preparados para reconhecer e compreender a necessidade de as medidas propostas: eles proporcionam uma visão no porquê de uma nova abordagem funciona melhor.

Pessoal flexível

A tese de Kortbeek descreve uma série de casos em que ele e seus colegas pesquisadores apoiam hospitais em organizar os processos da saúde como um todo, de modo a fazer melhor uso de recursos escassos, como camas, salas de operações e pessoal. Por exemplo, eles podem prever ocupação de camas em um nível de hora em hora, se observarem as informações sobre a programação de salas em conta. Eles também propõem estratégias de pessoal de enfermagem flexíveis, o que significa que é só no início de turnos decide-se em que cada enfermeiro irá trabalhar. Isto faz com que seja mais fácil atender a população de doentes flutuante. A aplicação desta metodologia para quatro enfermarias cirúrgicas mostrou, por exemplo, que a produtividade pode ser melhorada por 10 a 20%, com maior qualidade dos cuidados.

Fonte: News Medical