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Compartilho neste espaço leituras interessantes sobre pesquisa operacional e assuntos diversos.



 



A Pesquisa Operacional é aplicada ao roteamento de navios da PETROBRAS

postado em 29 de set de 2015 06:19 por João Flávio de Freitas Almeida   [ 29 de set de 2015 06:21 atualizado‎(s)‎ ]

O projeto de Pesquisa Operacional é coordenado por Reinado Morabito. O principal objetivo é viabilizar redução de custo operacional ao determinar as melhores rotas para as embarcações no escoamento do óleo cru.

Imagens meramente ilustrativas

No Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), sediado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, pesquisadores estudam roteamento de navios para a Petrobras. Previsto para terminar nos primeiros meses de 2016, o trabalho é um projeto de doutorado da aluna Gabriela Furtado, sob orientação do professor da Engenharia de Produção Reinaldo Morabito. Ambos são da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a iniciativa acontece em parceria com a Petrobras, empresa estatal de economia mista.

Modelos de PO aplicados ao roteamento de navios

Um projeto anterior também orientado pelo professor Morabito já tinha sido concluído com a mesma estatal, a pedido da Agência Nacional do Petróleo. A pesquisa atual é um aprofundamento da anterior e estuda a tomada de decisões nas plataformas de petróleo do tipo offshore, as de produção no mar.

Levando em conta alguns critérios pré-estabelecidos, como o número de navios da frota, as especificações de cada um deles, a capacidade dos tanques e a premissa de que todas as demandas devem ser atendidas dentro do prazo, a aluna trabalha com a Pesquisa Operacional para traçar as melhores rotas para as embarcações no escoamento do óleo cru das plataformas até que o produto seja descarregado nos terminais. “Agora buscamos desenvolver métodos mais sofisticados baseados em programação matemática para resolver o problema. Já temos alguns resultados preliminares com problemas pequenos”, explica Gabriela. O problema estudado é real e se baseia em dados cedidos pela empresa. Morabito esclarece que a pesquisa pode ser aplicada em outros contextos, em plataformas de petróleo do mesmo tipo, como algumas localizadas no Golfo do México e no Mar do Norte, entre outras. Veja aqui o vídeo sobre o projeto.

Sobre o CeMEAI 
O CeMEAI é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O CeMEAI é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial.

As atividades do Centro são realizadas dentro de um ambiente interdisciplinar, enfatizando-se a transferência de tecnologia e a educação e difusão do conhecimento para as aplicações industriais e governamentais. As atividades são desenvolvidas nas áreas de Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Modelagem de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software.

Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras seis instituições associadas: o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (CCET-UFSCar); o Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC-UNICAMP); o Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IBILCE-UNESP); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-UNESP); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

O texto foi elaborado pela Carla Monte Rey – Assessoria CEPID-CeMEAI. 

Engenharia de Produção-IFMG tirou conceito máximo do MEC

postado em 12 de ago de 2015 04:47 por João Flávio de Freitas Almeida   [ 12 de ago de 2015 05:01 atualizado‎(s)‎ ]

Boa notícia tem que ser compartilhada! O curso de Engenharia de Produção do IFMG-Bambuí é o primeiro curso do IFMG a receber nota 5 pelo MEC. 

 

Após a visita "in loco", o relatório, que avalia a organização didático-pedagógica, corpo docente e  infraestrutura evidenciam a qualidade do curso: "... o Curso de Engenharia de Produção do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, Câmpus Bambuí, IFMG/Bambuí, apresenta perfil de qualidade que atende ‘excelentemente’, as necessidades do curso com conceito final geral igual a 5,0" (Relatório do INEP).

 

Para Carlos Rufino, coordenador do curso de Engenharia de Produção, o bacharelado em Engenharia de Produção traz inovações relativas às disciplinas cursadas, preparando um profissional de nível superior que reúne habilidades em engenharia do produto, gerência da produção e pesquisa operacional, permitindo compreender o conjunto gestão-produção, sobretudo na área de processo de fabricação mecânica.

 

No Brasil, somente 28 Instituições de Ensino Superior (entre Institutos, Universidades e Faculdades - públicas e privadas) que ofertam o curso de Engenharia de Produção, conseguiram o conceito máximo, sendo que dos Institutos Federais é o primeiro curso a alcançar este patamar. Destaca-se, também, por ser o único curso com nota 5 de todo o IFMG.



Flávio Vasconcelos Godinho, o diretor do IFMG-Bambuí, elogia: “É resultado do excelente desempenho de todos os envolvidos: docentes, discentes, corpo técnico, além da preocupação rotineira de incluir uma autocrítica em nossas ações, buscando sempre a melhoria contínua”.

 

O reconhecimento é extendido a todos que contribuíram com o curso, desde a sua concepção, como ex-professores, ex-coordenador de curso, ex-diretor de ensino, bem como os técnicos-administrativos e prestadores de serviços. O curso, criado em 2010, é composto por professores dos departamentos de Engenharia e Computação (DEC), Ciências e Linguagens (DCL), Ciências Agrárias (DCA) e Ciências Gerenciais e Humanas (DCGH).


Fonte: http://www.cefetbambui.edu.br/portal/engenharia-de-produ-o-do-ifmg-c-mpus-bambu-recebe-conceito-m-ximo-em-avalia-o-do-mec

Fundação da empresa júnior – EPROC Jr. do IFMG - Campus Bambuí

postado em 20 de mar de 2015 15:33 por João Flávio de Freitas Almeida   [ 7 de jul de 2015 05:59 atualizado‎(s)‎ ]

No dia 04 de março, os alunos do curso de Engenharia de Produção do IFMG–campus Bambuí, juntamente com alguns docentes, reuniram-se no auditório II com a finalidade de fundar uma associação civil sem fins lucrativos, denominada EPROC Jr (Engenharia de Produção Consultoria Júnior).


Contato
Nesta ocasião, os membros da Comissão Fundadora da Empresa Júnior Laureilton José Almeida Borges, Rayane Cristina Moreira Rezende, Marislaine Cunha Costa, Poliane Cássia dos Santos Lopes, Bruna Beatriz Lara Moreira, Dessyrrê Aparecida Peixoto da Silva e Romenique José Avelar foram aclamados para compor a primeira Diretoria Executiva da EPROC Jr.


A EPROC Jr. terá como objetivo elaborar e implementar projetos que geram resultados satisfatórios para os clientes,  estimulando o trabalho prático em equipe por parte dos alunos, focando inicialmente nas áreas de: Gestão da Qualidade, Ergonomia, Segurança do Trabalho, Planejamento e Controle da Produção, Otimização de Processos, entre outras. Além disso, o desenvolvimento desses projetos oferece a oportunidade de realizar aplicações práticas aos alunos, colaborar com o crescimento da região, auxiliar no desenvolvimento profissional e proporcionar relação harmoniosa entre a instituição e a comunidade.


Dessa forma, em breve a EPROC Jr. estará atuando no mercado de trabalho para auxiliar no alcance do sucesso das empresas de nossa região.

Como a matemática aplicada pode ajudar o dinheiro crescer em árvores

postado em 1 de nov de 2013 12:33 por João Flávio de Freitas Almeida   [ 7 de jul de 2015 06:00 atualizado‎(s)‎ ]

O estudante de graduação de Berkeley, George Dantzig, estava atrasado para a aula. Ele anotou dois problemas no quadro negro e entregou em soluções de alguns dias mais tarde. Mas os problemas no quadro não eram tarefas de casa, eles eram dois problemas famosos de estatística ainda não resolvidos. As soluções Dantzig lhe rendeu seu doutorado .

Com seu doutorado, ele passou a trabalhar com a Força Aérea dos EUA, projetando horários para treinamento, distribuição de ações e envio de tropas, atividades conhecidas como programação. Ele era tão eficiente que, após a segunda Guerra Mundial, a ele foi dado um emprego bem remunerado no Pentágono, com a tarefa de mecanizar o planejamento do programa dos militares. Lá ele desenvolveu uma técnica dramática de sucesso, ou algoritmo, que ele chamou de programação linear ( LP) .

LP é um método para a tomada de decisão em uma ampla gama de áreas econômicas. As atividades industriais são freqüentemente limitadas por restrições. Por exemplo, normalmente há restrições sobre matérias-primas e sobre o número de funcionários disponíveis. Dantzig considerou essas restrições como linear, com as variáveis ​​, ou quantidades desconhecidas, ocorrendo de uma forma simples. Isto faz sentido, exemplo: se são necessários quatro toneladas de matéria-prima para fazer 1.000 itens, da mesma forma que oito toneladas são necessários para fazer 2.000 itens. Dobrar a produção requer o dobro de recursos.

LP encontra o valor máximo de uma quantidade, tais como volume de produção ou lucro total  sem violar as restrições. Esta quantidade, chamada de objetivo, também é linear nas variáveis​. Um problema na vida real pode ter centenas de milhares de variáveis ​​e restrições, portanto, um método sistemático é necessário para encontrar uma solução ótima . Dantzig desenvolveu um método ideal para LP, o chamado método simplex.

Em uma conferência em Wisconsin em 1948, quando Dantzig apresentou o seu algoritmo, um acadêmico sênior se opôs , dizendo: "Mas todos nós sabemos que o mundo não é linear" Dantzig estava perplexo com esta colocação, mas um membro da platéia levantou-se a sua defesa, dizendo : " O orador intitulou seu discurso " Programação Linear " e afirmou cuidadosamente seus axiomas . Se você tiver uma aplicação que satisfaça os axiomas , então deve usá-lo. Se isso não acontecer, então não. "Esse entrevistado era ninguém menos que John von Neumann, o principal matemático aplicado do século 20 .


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A programação linear combina um grande número de regras simples para resolver problemas do mundo real

LP é utilizado em uma série de indústrias. Uma aplicação interessante, usado em gerenciamento, é a programação da colheita. Isso permite que sejam tomadas decisões sobre quando e onde cortar árvores, a fim de maximizar os benefícios financeiros de longo prazo.

O teste de ácido de um algoritmo é a sua capacidade de resolver os problemas para os quais foram concebidos. LP é uma forma incrível de combinar um grande número de regras simples e obter um ótimo resultado. Ele é usado na produção industrial, mineração, planejamento, geração de energia aérea e alimentos, maximizando a eficiência e economia de enormes quantidades de recursos naturais a cada dia. É uma das grandes histórias de sucesso da matemática aplicada.

Fonte: The Irish Times

De Marte para o Big Data

postado em 2 de jul de 2013 17:59 por João Flávio de Freitas Almeida   [ 7 de jul de 2015 05:57 atualizado‎(s)‎ ]

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Cientistas do MIT aplicam metodologias das missões a Marte para ajudar profissionais de marketing a gerenciar streaming de big data

Aparentemente, existem semelhanças entre a propaganda digital, em que sistemas automatizados decidem em milissegundos quais anúncios exibir ao consumidor, e os planejamentos de ação da NASA.

A DataXu, fundada por cientistas aeronáuticos e astronáuticos do MIT em 2007, está aplicando sua experiência em projetos de missões da NASA no mundo único da propaganda digital, de acordo com o co-fundador e CTO  da empresa, Bill Simmons. A startup baseada em Boston está usando sua expertise em otimização combinatória, técnica usada para encontrar as melhores soluções para problemas específicos, para ajudar profissionais de marketing digital a impulsionar a eficiência de seus anúncios e o retorno sobre o investimento (ROI).

Durante a administração Bush, os fundadores da DataXU – um então grupo de pesquisadores do MIT – receberam permissão da NASA para determinar quais das missões a Marte tinham melhores chances de sucesso. “Eu era um estudante de graduação no MIT, funcionário em tempo integral como assistente de pesquisa. Estava trabalhando no meu Ph.D.”, contou Simmons à InformationWeek EUA em entrevista por telefone. “Eles cederam 11 permissões para diferentes instituições. Nós competíamos contra Lockheed Martin, Boeinng e outras grandes empresas”.

Utilizando a abordagem da otimização combinatória, a equipe do MIT gerou 1.162 possíveis missões a Marte, entre 30 bilhões de possibilidades, e apresentou os resultados à NASA em um relatório de mil páginas. “Utilizamos uma técnica em que você prioriza suas decisões para eliminar primeiro as principais opções”, explicou Simmons. “Vamos dizer que, hipoteticamente, você tenha de fazer uma escolha: um membro da equipe, dois membros da equipe, três membros da equipe”.

A equipe eliminou primeiro as opções menos desejáveis. Um membro da equipe, por exemplo, não daria certo porque se ele/ela morresse ou ficasse seriamente doente, a missão falharia. “Você toma essa decisão logo no inicio: Um não é possível”, disse Simmons. “Então, você pode eliminar todas as missões e configurações que apoiam um membro da equipe”.

O que começou como um enorme número de opções, logo foi reduzido para um número gerenciável. “Em nosso caso, terminamos com exatamente 1.162 missões, e é um número bem baixo, que pode ser analisado manualmente”, disse ele. A missão a Marte e a pesquisa relacionada acabou arquivada, vítima de uma terrível economia, da nova administração presidencial em 2009 e do foco revisado da exploração espacial. Porém, a equipe do MIT logo encontrou um novo uso para a pesquisa, e, hoje, a DataXu tem cerca de 700 clientes.

A empresa se especializou em anúncios sociais, vídeo e mobilidade, mas nada de buscas ou e-mail. A tecnologia tem três componentes essenciais: uma ferramenta de decisão em tempo real, usando o algoritmo de seleção combinatória da DataXu; um sistema de gerenciamento de dados e conhecimento de máquinas; e interface de usuário para gerenciar campanhas de marketing e análises interativas. A ferramenta de decisão da DataXu tem muito em comum com a antecessora desenvolvida para Marte, embora sua missão seja posicionar anúncios e não astronautas. O processo de decisão envolve muitos fatores, incluindo horário do dia, dia da semana e local onde o usuário vive.

“Cada uma das empresas com que trabalhamos roda entre um e 50 anúncios simultaneamente”, contou Simmons. “Portanto, são diversos problemas combinatórios que temos de executar em menos de 100 milissegundos cada vez que alguém carrega uma página. E 100 milissegundos são mais rápidos que um piscar de olhos – um décimo de segundo”. A DataXu tem uma licença única do MIT para usar sua técnica de otimização combinatória, e é a única empresa de marketing digital usando essa abordagem, de acordo com Simmons, que acrescentou que a flexibilidade do sistema também o torna uma opção atraente. “Temos uma estrutura aberta de algoritmos que permite que o cliente que não queira utilizar nossa tecnologia ainda possa implementar um algoritmo escrito por seus próprios cientistas em nossa plataforma”, disse ele. “Isto é único no setor, até onde eu sei”.


ERP: a vez da análise preditiva (otimização e simulação)

postado em 21 de mai de 2013 14:13 por João Flávio de Freitas Almeida   [ 7 de jul de 2015 06:01 atualizado‎(s)‎ ]

A próxima onda na evolução do software vai absorver a demanda atual de business intelligence e das soluções de planejamento.

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Imagine um ambiente com todos os dispositivos conectados à internet. E mais: que, integrados, esses equipamentos possam interpretar suas preferências com base no passado e recomendar produtos ou marcas similares às suas escolhas ou próximas ao seu inventário de compras.

Se você comprou leite, o sistema pode lhe sugerir a mesma marca ou tentar substitui-la caso não tenha o produto em estoque. Esse é o princípio que está sendo adotado pelo varejo inteligente, como o aplicado pela Amazon, Wal-Mart, Targer, Indigo, Barnes and Nobel, entre outros. Quase todos os e-commerces sugerem produtos adicionais à compra na parte inferior da página. Você já deve ter notado “Clientes que compraram este produto também compraram este produto...” e várias sugestões são feitas.

A oferta cruzada de produtos é um intrincado conjunto de processos de negócio, capacidades de software, e de agregação de dados e web design. Um conjunto de recursos batizado de BI preditivo, segundo a consultoria Eval-Source.

Isso mostra que o ambiente de TI corporativo está próximo a quebrar mais um paradigma, passando a uma nova fase de maturidade dos software de business intelligence, o Business Performance Management que, segundo a consultoria, traduz esta evolução ao indicar que o próximo passo depende apenas de uma alimentação correta dos aplicativos. São “sistemas inteligentes” que “aprendem” com o passado para prever o futuro. O ambiente pode ser comparado aos software de inteligência artificial, onde se aprende com a repetição e com o desempenho do passado.

Agora imagine os sistemas “Smart ERP” fazendo projeções proativas com base em condições definidas por você. E se esses sistemas começassem a prever processos de negócios seguidos de alertas modelados a partir de fluxos de trabalho existentes?

Fazendo cálculo de probabilidade, risco operacional, comparando alertas e acionando profissionais para fluxos de trabalho existentes / processos e até mesmo comparando e calculando níveis de estoque, com um tempo extra para tarefas predefinidas. A ideia desse novo cenário é que as tecnologias de SOA, de integração, colaboração e as métricas de desempenho de negócio trabalhem uníssono para dar agilidade ao ERP.

Para a Eval-Source, o ERP Preditivo, a próxima onda na evolução do software, vai absorver a demanda atual de business intelligence e de software de planejamento. O termo se refere ao sistema que calcula e prevê comportamentos repetitivos, que imitam condições e processos de negócios existentes.

“Estamos falando sobre um ERP mais analítico. Espera-se que analytics seja parte da solução de finanças aplicada na avaliação da performance e do crescimento do negócio”, diz Charles Eschinger, vice presidente de pesquisas do Gartner.

A mudança envolve formas de sugerir a aplicação de um patch de software para criar fluxos de trabalho com alertas, gestão de eventos e emissão de sinais por parte dos supervisores. Os sistemas inteligentes devem ajudar as organizações a obter um ROI maior dos seus investimentos em tecnologia, utilizar mais funcionalidades, ganhar eficiência operacional e maximizar as margens de lucro por processo.

Outro exemplo desses sistemas são as “geladeiras inteligentes”, que se conectam à internet e o avisa para comprar pequenos itens como leite ou ovo (algo que pode ser programado pelo mínimo ou pelo máximo), envia o pedido de aprovação de compra à operadora de cartão de crédito e apenas solicita que você confirme o horário de entrega – diretamente na sua porta. Somente nessa transação, a geladeira – que aqui ocupa o lugar de qualquer outro dispositivo da era internet das coisas – insere a corporação no conceito do big data, um ambiente com demanda natural para os sistemas de inteligência de negócio (BI).

Avanços

Especializada na avaliação de software e em consultoria estratégica, a Eval-Source acredita que big data e BI promovem grandes avanços nas empresas, mas na área operacional, onde encontram-se os ERPs, ainda há uma relativa distância dos sistemas que se autoconfiguram, apesar de os fabricantes promoverem fortes investimentos em design de interfaces e na agilidade dos negócios. “Esses sistemas já começaram a aparecer, como no varejo que adota o planejamento de reposição de estoque, mas ainda não em grande volume”, destaca a consultoria em relatório.

“Análise têm sido tradicionalmente empregada no acompanhamento e visualização do desempenho dos negócios por meio de medidas convencionais, o que pode ser resumido em olhar para o passado para obter uma fotografia do futuro”, relata a Eval-Source. Mas o Gartner acredita que este seja um passo a mais em direção a simulação e extrapolação para fornecer decisões mais assertivas.

A consultoria chama esse movimento de campo de análise avançada e o define como a análise de dados estruturados e não-estruturados, usando estatísticas descritivas e análises preditivas de mineração de dados, simulação e otimização, para produzir insights que ferramentas de consulta e geração de relatórios não estão preparadas para descobrir.

É um conceito frequentemente aplicado na tomada de decisões, solução de problemas de negócios e identificação de oportunidades, porque proporciona melhores previsões, a compreensão causal, a identificação de padrões, processos e otimização de recursos, e também pode ajudar no processo de planejamento de cenários”, explica a analista do Gartner, Rita Sallam.


Pesquisa feita pela consultoria mostra que a maioria dos usuários ainda se concentra na medição do passado, com apenas 13% fazendo uso intensivo de análise preditiva. Menos de 3% usa capacidades prescritivas como decisão/modelagem matemática, simulação e otimização.
“Esta tendência está mudando. As organizações começam a manifestar interesse em aumentar o uso de estilos avançados de análise”, afirma Rita. “Isso pode ajudá-las a prever coisas como a provável reinternação de um paciente em um hospital ou a suscetibilidade de fraudes em informações”, pondera a consultora.

Novas oportunidades

Ela aconselha as organizações a desenvolverem planos de apoio aos dados novos, assim como à variedade e aos requisitos de velocidade. Por ser capaz de correlacionar, analisar e apresentar ideias de informações estruturadas e não-estruturadas, as organizações serão capazes de personalizar experiências de clientes e explorar novas oportunidades.

“Aqueles que forem capazes de fazer análises avançadas sobre big data crescerão 20% a mais do que seus pares”, afirma Rita. “A explosão do volume de dados, bem como a sua variedade e velocidade, permitirão novos e avançados casos de uso de análise, promovendo crescimento na produtividade da unidade”, pontua.

No plano do modelo comercial, a Eval-Source acredita que os ERP Preditivos serão semelhantes aos atuais, mas algumas questões ainda não estão respondidas, como a medição do ROI; o tempo que levaremos até este nível; e o avanço da tecnologia para chegar a esta nova arquitetura preditiva. Também não se sabe se o modelo de execução será diferente do atual – se será mais difícil ou mais fácil. Estas são perguntas que organizações e vendedores precisarão responder e colaborar para tornar o ERP Preditivo uma realidade mais rápida. O BI pode inclusive ajudar na configuração.

Fonte: Computer World

Brasileiro na presidência de Federação Internacional de Pesquisa Operacional

postado em 6 de fev de 2013 18:54 por João Flávio de Freitas Almeida   [ 7 de jul de 2015 06:02 atualizado‎(s)‎ ]

... Divulgando a boa notícia do professor Nelson Maculan, da Coppe - RJ...

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O professor Nelson Maculan, do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da Coppe/UFRJ, é o novo presidente da Federação Internacional das Sociedades de Pesquisa Operacional (International Federation of Operational Research Societies – IFORS). Eleito pelos membros da organização, Maculan é o primeiro brasileiro a ocupar a a presidência. O mandato, iniciado em janeiro de 2013, é de três anos.

Fundada em 1959, a IFORS reúne mais de 30 mil especialistas de 45 países. O principal objetivo é promover a pesquisa operacional como disciplina acadêmica e também como profissão. A organização também publica a revista indexada International Transactions in Operational Research (ITOR), cujo editor-geral é o professor Celso Ribeiro, da Universidade Federal Fluminense (UFF); promove e financia conferências e tutoriais em congressos nacionais e regionais; e concede premiações aos melhores trabalhos e aplicações de pesquisa científica.

“Há uma finalidade de comunicação organizada entre todas as sociedades nacionais e regionais para o desenvolvimento teórico e possíveis aplicações da pesquisa operacional. Um dos grandes desafios do nosso mandato será estimular o desenvolvimento da pesquisa operacional nos países africanos”, diz Nelson Maculan. O Brasil passou a integrar a IFORS em 1969. Hoje são cerca de mil pesquisadores brasileiros associados por meio da Sociedade Brasileira de Pesquisa Operacional (Sobrapo). 

Fonte: Planeta Coppe

Modelos matemáticos podem melhorar a eficiência e qualidade dos cuidados de saúde

postado em 18 de dez de 2012 03:28 por João Flávio de Freitas Almeida   [ 7 de jul de 2015 06:03 atualizado‎(s)‎ ]

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Organizações de saúde enfrentam enormes desafios durante os próximos anos: o aumento de custos constantes tem que ser interrompido, ao mesmo tempo, pacientes se tornam mais exigentes e hospitais lidam com muitas mortes evitáveis ​​a cada ano. Melhorar a eficiência e qualidade dos cuidados simultaneamente parece ser uma contradição em termos. No entanto Kortbeek mostra em sua tese, ao longo de uma série de estudos de caso, que isso é absolutamente factível. A chave é o desenvolvimento e aplicação de modelos matemáticos.

Incerto X Imprevisível

Parece plausível que uma ala de enfermagem não pode ser preparada para todos os cenários possíveis: o número de pacientes que chegam durante um determinado dia é desconhecido, alguns se recuperam mais rapidamente que outros, e podem ocorrer complicações. “Mas isso não significa que é impossível planejar com antecedência: Variabilidade não é o mesmo que a imprevisibilidade. Este é o objetivo de nossa pesquisa de campo, usamos de Pesquisa Operacional estocástica, para ajudar os tomadores de decisão a tomar as melhores decisões possíveis no ambiente complexo de incerteza.”

Politicamente Correto

Os modelos matemáticos também facilitam os processos de decisão em hospitais, afirma Kortbeek. Como os ambientes de saúde são muitas vezes “politicamente carregados”, experimentar uma nova abordagem na prática de imediato é uma estratégia de alto risco. Modelos matemáticos têm um valor quantitativo de previsão. Isso faz com que os profissionais de saúde mais preparados para reconhecer e compreender a necessidade de as medidas propostas: eles proporcionam uma visão no porquê de uma nova abordagem funciona melhor.

Pessoal flexível

A tese de Kortbeek descreve uma série de casos em que ele e seus colegas pesquisadores apoiam hospitais em organizar os processos da saúde como um todo, de modo a fazer melhor uso de recursos escassos, como camas, salas de operações e pessoal. Por exemplo, eles podem prever ocupação de camas em um nível de hora em hora, se observarem as informações sobre a programação de salas em conta. Eles também propõem estratégias de pessoal de enfermagem flexíveis, o que significa que é só no início de turnos decide-se em que cada enfermeiro irá trabalhar. Isto faz com que seja mais fácil atender a população de doentes flutuante. A aplicação desta metodologia para quatro enfermarias cirúrgicas mostrou, por exemplo, que a produtividade pode ser melhorada por 10 a 20%, com maior qualidade dos cuidados.

Fonte: News Medical

Brasil fica em penúltimo lugar em ranking global de qualidade de educação

postado em 18 de dez de 2012 02:46 por João Flávio de Freitas Almeida   [ 7 de jul de 2015 06:05 atualizado‎(s)‎ ]

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O Brasil ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores.

A pesquisa foi encomendada à consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), pela Pearson, empresa que fabrica sistemas de aprendizado e vende seus produtos a vários países.

Em primeiro lugar está a Finlândia, seguida da Coreia do Sul e de Hong Kong. Os 40 países foram divididos em cinco grandes grupos de acordo com os resultados. Ao lado do Brasil, mais seis nações foram incluídas na lista dos piores sistemas de educação do mundo: Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia, México e Indonésia, país do sudeste asiático que figura na última posição. Os resultados foram compilados a partir de notas de testes efetuados por estudantes desses países entre 2006 e 2010. Além disso, critérios como a quantidade de alunos que ingressam na universidade também foram empregados.


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Finlândia
Coreia do Sul
Hong Kong
Japão
Cingapura
Grã-Bretanha
Holanda
Nova Zelândia
Suíça
Canada
Irlanda
Dinamarca
Austrália
Polônia
Alemanha
Bélgica
Estados Unidos
Hungria
Eslováquia
Rússia
Suécia
República Tcheca
Áustria
Itália
França
Noruega
Portugal
Espanha
Israel
Bulgária 
Grécia
Romênia
Chile
Turquia
Argentina
Colômbia
Tailândia
México
Brasil
Indonésia

Para Michael Barber, consultor-chefe da Pearson, as nações que figuram no topo da lista valorizam seus professores e colocam em prática uma cultura de boa educação. Ele diz que no passado muitos países temiam os rankings internacionais de comparação e que alguns líderes se preocupavam mais com o impacto negativo das pesquisas na mídia, deixando de lado a oportunidade de introduzir novas políticas a partir dos resultados. Dez anos atrás, no entanto, quando pesquisas do tipo começaram a ser divulgadas sistematicamente, esta cultura mudou, avalia Barber.

"A Alemanha, por exemplo, se viu muito mais abaixo nos primeiros rankings Pisa [sistema de avaliação europeu] do que esperava. O resultado foi um profundo debate nacional sobre o sistema educacional, sérias análises das falhas e aí políticas novas em resposta aos desafios que foram identificados. Uma década depois, o progresso da Alemanha rumo ao topo dos rankings é visível para todos". No ranking da EIU-Person, por exemplo, os alemães figuram em 15º lugar. Em comparação, a Grã-Bretanha fica em 6º, seguida da Holanda, Nova Zelândia, Suíça, Canadá, Irlanda, Dinamarca, Austrália e Polônia.

Cultura e impactos econômicos

Tidas como "super potências" da educação, a Finlândia e a Coréia do Sul dominam o ranking, e na sequência figura uma lista de destaques asiáticos, como Hong Kong, Japão e Cingapura. Alemanha, Estados Unidos e França estão em grupo intermediário, e Brasil, México e Indonésia integram os mais baixos. O ranking é baseado em testes efetuados em áreas como: matemática, ciências e habilidades linguísticas a cada três ou quatro anos, e por isso apresentam um cenário com um atraso estatístico frente à realidade atual.

Mas o objetivo é fornecer uma visão multidimensional do desempenho escolar nessas nações, e criar um banco de dados que a Pearson chama de "Curva do Aprendizado". Ao analisar os sistemas educacionais bem-sucedidos, o estudo concluiu que investimentos são importantes, mas não tanto quanto manter uma verdadeira "cultura" nacional de aprendizado, que valoriza professores, escolas e a educação como um todo.

Daí o alto desempenho das nações asiáticas no ranking. Nesses países o estudo tem um distinto grau de importância na sociedade e as expectativas que os pais têm dos filhos são muito altas. Comparando a Finlândia e a Coréia do Sul, por exemplo, vêem-se enormes diferenças entre os dois países, mas um "valor moral" concedido à educação muito parecido. O relatório destaca ainda a importância de empregar professores de alta qualidade, a necessidade de encontrar maneiras de recrutá-los e o pagamento de bons salários. Há ainda menções às consequências econômicas diretas dos sistemas educacionais de alto e baixo desempenho, sobretudo em uma economia globalizada baseada em habilidades profissionais.

Fonte: BBC Brasil UK

Supercomputador abre novos horizontes para a matemática

postado em 18 de dez de 2012 01:42 por João Flávio de Freitas Almeida   [ 7 de jul de 2015 06:06 atualizado‎(s)‎ ]

A nova técnica pode ser utilizada tanto para a simulação de objetos quanto para a criação de métodos numéricos completamente novos para calcular aquilo que, antes, era impossível, explica o professor Iaroslav Sergeeev.

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Ele conversou com a agência ITAR-TASS sobre a descoberta. O matemático russo Iaroslav Sergeeev, professor catedrático da Universidade de Nijni Novgorod (Rússia) e da Universidade da Calábria (Itália), desenvolveu uma técnica de computação de números infinitamente grandes e infinitamente pequenos e construiu um protótipo de "computador dos números infinitos".

Itar-Tass: Sua invenção tem aplicação prática ou está mais ligada às ciências fundamentais?

Iaroslav Sergeev: O matemático britânico Alfred North Whitehead disse: "À medida que humanidade avança, aumenta o número de operações importantes que podemos realizar sem nelas pensar". O "computador dos números infinitos" permite trabalhar com uma variedade de números infinitamente grandes e infinitamente pequenos como se fossem elementos finitos comuns.

A nova técnica pode ser utilizada tanto para a simulação de objetos quanto para a criação de métodos numéricos completamente novos para calcular aquilo que, antes, era impossível. Gostaria de ressaltar que não se trata de cálculos simbólicos, mas das operações com números. Anteriormente, em nossa linguagem, era impossível trabalhar com os infinitamente grandes e os infinitamente pequenos. Agora podemos passar de designação qualitativa à designação quantitativa do infinito.

Desde já, o novo método é utilizado por cientistas de Rússia, Itália, França, EUA e outros países e permite resolver problemas de programação linear, otimização global e local de modo completamente novo. Permite também aplicar a matemática de números infinitamente pequenos para a resolução de equações diferenciais. Obtivemos resultados curiosos na teoria da percolação –a teoria sobre o fluxo de fluídos em meios porosos ou o fluxo de eletricidade através de uma mistura de partículas condutoras e não condutoras.

Essa teoria emanou das tentativas de descrever o processo de passagem de água pela máquina de café. Depois, começou a se aplicar em semicondutores. Esses métodos podem ser utilizados na descrição da passagem de água através do solo.

I.S.: Seu "computador dos números infinitos" será produzido em larga escala?

I.S.: Desenvolvi um método e construí um protótipo que funciona. De fato, trata-se de um computador comum capaz de emular o "computador dos números infinitos". Mas, na verdade, não é nada difícil construí-lo em dimensões naturais. Essa é uma de suas maiores vantagens em termos de aplicação prática. Aqui podemos traçar um paralelo com os números de ponto flutuante. Antes, para operá-los, os computadores usavam a técnica de emulação até surgir um coprocessador especial. Hoje em dia, essa solução vem integrada no núcleo de processadores. O "computador dos números infinitos" permite escolher uma dessas soluções ou todas de uma vez porque os usuários diferentes podem ter interesse ​​em soluções diferentes.

O "computador dos números infinitos" pode ser usado em todas as áreas em que cálculos de alta precisão são realizados e em quase todas as indústrias de alta tecnologia. Ele permitirá não só corrigir os modelos matemáticos existentes como também construir novos, os quais ainda não podemos nem sequer imaginar. Para que isso aconteça, é necessário que o pessoal de cada indústria concreta aprenda a usar essa matemática e esse novo computador. Se você não sabe como ele funciona, você não pode aplicá-lo na prática. Uma analogia: o problema é não tanto construir uma régua de cálculo quanto ensinar o pessoal a usá-lo.

I.S: Acredita-se que os supercomputadores têm um enorme papel no desenvolvimento da indústria. O seu pode ter um papel semelhante?

I.S. : O "computador dos números infinitos" pode ser considerado como um dos tipos de supercomputador. Ele é capaz de fazer coisas impensáveis para um computador comum, ou seja, fazer cálculos muito precisos usando infinitesimais. Se você lançar um foguete e tiver a oportunidade de calcular e rastrear sua trajetória com precisão infinita, o artefato irá atingir um alvo em uma área de, digamos, um metro quadrado e não de 100.

Antes, sabíamos que o infinito menos o infinito era um limite indeterminado. Portanto, todos os cálculos automáticos paravam quando atingiam limites indeterminados. Minha técnica permite prosseguir com os cálculos e superar o muro no qual batíamos antes. Podemos ir para a frente e não sabemos o que nos espera.

Nesse contexto, gostaria de citar como exemplo os romanos, que não tinham o número zero nem os números negativos. Em razão disso, eles não podiam escrever nenhum teorema que usasse o número zero ou números negativos. Tal matemática não podia ser usada para a construção de um computador, já que isso requer sistemas de numeração posicional como sistemas binário ou ternário. Agora temos uma nova matemática, que nos abre horizontes completamente novos.

Publicado originalmente pela agência ITAR-TASS

Fonte: Gazeta Russa

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