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01-Introdução



Odisseia é um dos principais poemas épicos da Grécia antiga, atribuído ao poeta Grego Homero. O poema retrata o regresso de Odisseu, herói da guerra de Troia. O herói, após destruir a cidade sagrada de Troia, sofre no "mar de tormentos" enquanto lutava pela vida e pelo retorno de seus companheiros. Atrevo-me a fazer uma analogia com o monólito do filme (uma estrutura ficcional extra-terrestre) representando a inteligência de alguém que saiu da terra mas está atormentado e precisa retornar para encontrar seus companheiros "do passado" (tempo relativo).

O filme também é admirado por sua trilha sonora, um poema sinfônico composto em 1896 por Richard Strauss, inspirado no trabalho do filósofo alemão Friedrich Nietzsche para mostrar a evolução filosófica do homem.


Fala-me, Musa, do homem astuto que tanto vagueou,
depois que de Troia destruiu a cidadela sagrada.
Muitos foram os povos cujas cidades observou,
cujos espíritos conheceu; e foram muitos no mar
os sofrimentos por que passou para salvar a vida,
para conseguir o retorno dos companheiros a suas casas.
Mas a eles, embora o quisesse, não logrou salvar.
Não, pereceram devido à sua loucura,
insensatos, que devoraram o gado sagrado de Hipérion,
o Sol — e assim lhes negou o deus o dia do retorno.
Destas coisas fala-nos agora, ó deusa, filha de Zeus.

Cena do filme: 2001, Uma Odisseia no espaço


Uma tribo de primitivos procuram comida e água no deserto. Eles são atacados por leopardo e afugentados por outra tribo. Derrotados, dormem em uma caverna e ao acordarem, encontram um monólito preto, que causa espanto e curiosidade. Após tocarem o monólito, os macacos percebem que um osso se torna uma ferramenta - produto de grande utilidade - para matar animais e o líder da tribo oponente. Dessa forma, conseguem o controle do poço de água.

Um avião espacial leva Floyd para descansar em uma estação espacial na Lua. Após video-telefonar para sua filha, fica sabendo de uma misteriosa "coisa estranha" que os atraem para investigar o artefato - Anomalia Magnética Tycho (AMT-1) "deliberadamente enterrada" a 4 milhões de anos atrás. Eles vão ao artefato, um monólito preto idêntico àquele encontrado pelos macacos, e posam para uma foto. Neste momento escutam um sinal de rádio muito alto vindo do monólito.

Um ano e meio depois a nave espacial, comandada pelo computador HAL, vai a Júpiter. Entrevistado pela BBC, o computador (junto com astronautas) afirma que ele é "infalível e incapaz de erro" e diz que adora trabalhar com humanos. Os astronautas são interrompidos por uma falha na antena principal da nave. Ao tentar concertá-la, quase morrem por intervenções do computador. Após sobreviverem, desconectam o computador e se deparam com um vídeo pré-gravado por Floyd que revela a existência de dois monólitos: uma na Lua e um em Júpiter. Sua origem ainda é um mistério.

Em Júpiter, o astronauta deixa o casulo extraveicular e encontra o outro monólito na órbita do planeta. Ao se aproximar dele, o casulo é puxado para um túnel de luzes. O astronauta aterrorizado viaja a altas velocidades pelo espaço e vê imagens bizarras e paisagens alienígenas. Ele vê versões mais velhas dele próprio em um quarto com decoração no estilo Luiz XVI. Finalmente ele se vê muito velho deitado na cama. O monólito preto aparece ao lado da cama. Ao se aproximar, o monólito é transformado em um ser parecido com feto humano, cercado de luz.

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Also_Sprach_Zarathustra_-_Einleitung.ogg
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João Flávio de Freitas Almeida,
6 de out de 2015 16:15