I-Sistemas de produção enxuta - JIT

Just in time surgiu no Japão, nos meados da década de 70 e seus desenvolvimentos são creditados à Toyota Motor Company, que buscava um sistema que pudesse coordenar, precisamente, a produção com a demanda específica de diferentes modelos e cores de veículos com o mínimo de atraso. O sistema de 'puxar' a produção a partir da demanda, produzindo em cada estágio somente os itens necessários, nas quantidades necessárias e no momento necessário, ficou conhecido como sistema kanban, que é o nome dados aos cartões utilizados para autorizar a produção e a movimentação de itens, ao longo do processo produtivo. No entanto, o JIT é muito mais do que uma técnica de administração da produção. É considerado uma filosofia que inclui aspectos de administração de materiais, gestão da qualidade, arranjo físico, projeto do produto, organização do trabalho, gestão de recursos humanos, entre outros.

Algumas expressões usadas para traduzir aspectos da filosofia JIT:

  1. produção sem estoques
  2. eliminação de desperdícios
  3. manufatura em fluxo contínuo
  4. esforço contínuo na resolução de problemas

O sistema JIT tem como objetivos fundamentais a qualidade e a flexibilidade. A atuação do sistema para atingimento desses objetivos se dá de maneira integrada, ou seja, os objetivos também são pressupostos da implementação do sistema. Os objetivos de qualidade e flexibilidade têm efeito sobre a eficiência, a velocidade e a confiabilidade do processo. A perseguição desses objetivos se dá principalmente pela redução de estoques, os quais tendem a acumular os problemas dos processos produtivos

Tradicionalmente, os estoques têm sido utilizados para evitar a descontinuidade do processo produtivo e podem ser classificados em três grupos:

  1. Problemas de qualidade: quando alguns estágios da produção apresentam problemas de qualidade, gerando refugo, o estoque entre estágios e os posteriores, permitem que eles possam trabalhar continuamente enquanto o problema da qualidade é tratado, gerando independência entre os estágios com visto em Gestão de estoques.

  2. Problemas de quebra de máquinas: quando uma máquina pára por problemas de manutenção, os estágios posteriores do processo, que são 'alimentados' por essa máquina teriam que parar, caso não houvesse estoque suficiente. Nesse caso, o estoque também gera independência entre os estágios com visto em Gestão de estoques.

  3. Problemas de preparação de máquinas: quando uma máquina processa mais de um tipo de componente, é preciso parar a máquina para mudar o tipo de componente processado. Essa preparação representa custos referentes ao período inoperante. Quanto maiores esses custos de setup, maior tenderá a ser o tamanho do lote executado, para que os custos sejam rateados por uma unidade razoável de peças, reduzindo, por consequência, o custo por unidade produzida. Lotes grandes geram estoques, pois a produção é antecipada à demanda, sendo consumida apenas em períodos subsequentes.

O objetivo do JIT é reduzir os estoques de forma que os problemas fiquem visíveis e possam ser eliminados por meio de esforços concentrados e priorizados. Com essa prática, o JIT visa fazer com que o sistema produtivo alcance melhores índices de qualidade, confiabilidade em seus equipamentos, maior flexibilidade pela redução dos tempos de preparação de máquinas  setup - pela troca rápida de ferramentas: SMED (Single Minute Exchange of Die).





  1. O JIT é um sistema 'puxado' da produção enquanto que o MRP possui a lógica 'empurrada'. Critique.
  2. Um sistema híbrido feito pela combinação da lógica do MRP para planejamento de produtos e do JIT para planejamento interno das necessidades de subprodutos e componentes pode ser uma boa alternativa. Porque?